"Leia esta matéria e descubra quais as vacinas que vc não pode deixar de tomar.
Nesta segunda-feira, dia 17, é comemorado o Dia Nacional da Vacinação para lembrar que não são apenas as crianças que devem estar com a carterinha em dia. Ninguém reluta em levar o filho para tomar uma vacina contra sarampo ou paralisia infantil, mas na hora de cuidar da própria saúde, muitos adultos negligenciam as campanhas de vacinação. Não é apenas o organismo da criança que está sujeito a doenças que o corpo não está preparado para combater.
Em todas as fases de nossa vida, estamos suscetíveis a infecções por vírus e bactérias que, se não tratadas, podem causar muitos problemas. "Faz parte da cultura dos brasileiros achar que vacinação é assunto de criança. Mesmo que esse quadro esteja mudando, os adultos ainda não tratam as vacinas com seriedade", diz o infectologista Paulo Olzon, da Unifesp.
As doenças crônicas que se manifestam mais na vida adulta são fortes indicadores de que o individuo precisa se vacinar. "As pessoas que estão em grupos de risco, como as pessoas com mais de 60 anos ou aquelas que têm doenças crônicas, devem sempre estar informadas sobre a vacinação", explica o especialista.
Existem vacinas tanto para bactérias como para vírus. "No primeiro caso, a vacinação é feita para controlar surtos epidemiológicos. Já no caso dos vírus, a imunização normalmente dura a vida toda, sendo necessárias apenas algumas doses de reforço para garantir que a doença não vai mais voltar", diz Paulo Olzon.
Vacina dupla tipo adulto - para difteria e tétano
A difteria é causada por uma bactéria, que é contraída pelo contato com secreções de pessoas infectadas. Ela afeta o sistema respiratório, causa febres e dores de cabeça, em casos graves, pode evoluir para uma inflamação no coração.
A toxina da bactéria causadora do tétano compromete os músculos e leva a espasmos involuntários. A musculatura respiratória é uma das mais comprometidas pelo tétano. Se a doença não for tratada precocemente, pode haver uma parada respiratória devido ao comprometimento do diafragma, músculo responsável por boa parte da respiração, levando a morte. Ferir o pé com prego enferrujado que está no chão é uma das formas mais conhecidas do contágio do tétano.
A primeira parte da vacinação contra difteria e tétano é feita em três doses, com intervalo de dois meses. Geralmente, essas três doses são tomadas na infância. Então confira a sua carteira de vacinação para certificar-se se a vacinação está em ordem. Depois delas, o reforço deve ser feito a cada dez anos para que a imunização continue eficaz. É nesse momento que os adultos cometem um erro, deixando a vacina de lado.
Vacina Tríplice-viral ? para sarampo, caxumba e rubéola
Causado por um vírus, o sarampo é caracterizado por manchas vermelhas no corpo. A transmissão ocorre por via respiratória. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a mortalidade entre crianças saudáveis é mínima, ficando abaixo de 0,2% dos casos. Nos adultos, essa doença é pouco observada, mas como a forma de contágio é simples, os adultos devem ser imunizados para proteger as crianças com quem convivem.
Conhecida por deixar o pescoço inchado, a caxumba também tem transmissão por via respiratória. Mesmo que seja mais comum em crianças, a caxumba apresenta casos mais graves em adultos, podendo causar meningite, encefalite, surdez, inflamação nos testículos ou dos ovários, e mais raramente no pâncreas.
"Faz parte da cultura dos brasileiros achar que vacinação é assunto de criança. Mesmo que esse quadro esteja mudando, os adultos ainda não tratam as vacinas com seriedade" Já a rubéola é caracterizada pelo aumento dos gânglios do pescoço e por manchas avermelhadas na pele, é mais perigosa para gestantes. O vírus pode levar à síndrome da rubéola congênita, que prejudica a formação do bebê nos três primeiros meses de gravidez. A síndrome causa surdez, má-formação cardíaca, catarata e atraso no desenvolvimento.
O adulto deve tomar a tríplice-viral se ainda não tiver recebido as duas doses recomendadas para a imunização completa quando era criança e se tiver nascido depois de 1960. O Ministério da Saúde considera que as pessoas que nasceram antes dessa data já tiveram essas doenças e estão imunizados, ou já foram vacinados anteriormente.
Mesmo que todos com essas características devam ser vacinados, as mulheres que pretendem ter filhos, que não foram imunizadas ou nunca tiveram rubéola devem tomar a vacina um mês antes de engravidar, já que a rubéola é bastante perigosa quando acomete gestantes, podendo causar deformidade no feto.
Vacina contra a hepatite B
A Hepatite B é transmitida pelo sangue, e em geral não apresenta sintomas. Alguns pacientes se curam naturalmente sem mesmo perceber que tem a doença. Em outros, a doença pode se tornar crônica, levando a lesões do fígado que podem evoluir para a cirrose. "A imunização contra essa doença é importante, pois ela pode causar problemas sérios, como câncer no fígado", diz Paulo Olzon.
De acordo com o especialista, há algumas décadas, o tipo B da hepatite era o mais encontrado, já que ela pode ser transmitida através da relação sexual e as pessoas não tomavam cuidado com a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Depois de uma campanha de vacinação e imunização, e da classificação da hepatite C pelos médicos, ela não pode ser vista como epidemia, mas ainda é preciso tomar cuidado com essa doença.
Até os 19 anos, todas as pessoas podem tomar a vacina contra hepatite B, gratuitamente, em qualquer posto de saúde. A aplicação da vacina também continua de graça, quando o adulto faz parte de um grupo de risco. "Pessoas que tenham contato com sangue, como profissionais de saúde, podólogos, manicures, tatuadores e bombeiros, ou que tenham relacionamentos íntimos com portador da doença são as mais expostas a essa doença", diz o especialista. Fora isso, qualquer adulto pode encontrar a vacina em clínicas particulares.
Pneumo 23 - Pneumonia
O pneumococo, bactéria que pode causar a pneumonia, entre outras doenças, pode atacar pessoas de todas as idades, principalmente indivíduos com mais de 60 anos. "Pessoas com essa idade não podem deixar de tomar a vacina pneumo 23", diz Paulo Olzon.
A pneumonia é o nome dado a inflamação nos pulmões causada por agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos e reações alérgicas). Entre os principais sintomas dessa inflamação dos pulmões, estão febre alta, suor intenso, calafrios, falta de ar, dor no peito e tosse com catarro. Adultos com doenças crônicas em órgãos como pulmão e coração -alvos mais fáceis para o pneumococo, devem tomar essa vacina sempre que há uma campanha de vacinação.
Mesmo que ela seja uma das vacinas mais importantes para ser tomadas é a única vacina do calendário que não é oferecida em postos de saúde. É preciso ir a um Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais, em locais como o Hospital das Clínicas e a Unifesp.
Vacina contra a febre amarela
A febre amarela é transmitida pelo mesmo mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A doença tem como principais sintomas febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias. "Se a febre amarela não for tratada, pode levar a morte", explica o especialista.
Por ser uma doença grave, e com alto índice de mortalidade, todas as pessoas que moram em locais de risco devem tomar a vacina a cada dez anos, durante toda a vida. Quem for para uma dessas regiões precisa ser vacinado pelo menos dez dias antes da viagem. No Brasil, as áreas de risco são: zonas rurais no Norte e no Centro-Oeste do país e alguns municípios dos Estados do Maranhão, do Piauí, da Bahia, de Minas Gerais, de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Mesmo que os efeitos colaterais mais sérios sejam muito raros, a vacina contra febre amarela deve ficar restrita aqueles indivíduos que moram ou irão viajar para algum lugar de risco. "Nesse sentido, a preocupação dos médicos está relacionada ao risco de reação alérgica grave ou anafilática, que pode levar a morte os pacientes propensos", explica o infectologista Paulo Olzon.
Vacina contra o influenza (gripe)
A vacina contra gripe deve estar na rotina de quem está com mais de 60 anos. "Muitas pessoas deixam de tomá-la com medo da reação que ela pode causar. Mas isso é um mito, já que a suposta reação do corpo não tem nada a ver com a vacina, e sim com a própria gripe. Isso porque, o vírus da gripe fica semanas em nosso corpo sem se manifestar e a proteção da vacina não é imediata como as pessoas imaginam", diz o especialista.
A gripe é transmitida por via respiratória, leva a dores musculares e a febres altas. Seu ciclo costuma ser de uma semana. Pessoas com mais de 60 anos podem tomar a vacina nos postos de saúde, enquanto os mais jovens podem ser vacinados em clínicas particulares.
"Os idosos que não querem esperar até a campanha anual de vacinação contra a gripe podem tomar a vacina em clínicas particulares em todas as épocas do ano", diz Paulo Olzon.
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VEREADORA ALEXANDRA BAHIA
Meu coração será o seu coração, minha voz será a sua voz, a nossa indignação do cotidiano, vamos transformar em oportunidades para construirmos uma JORDÂNIA mais justa ! Nossa terra, nosso amor! Juntos somos fortes. VEREADORA ALEXANDRA FAZENDO A DIFERENÇA!
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
O que todo cidadão Brasileiro deve ter ciência:
O COMBATE À CORRUPÇÃO: nas prefeituras do BRASIL
Todo cidadão tem o direito à informação. Os prefeitos corruptos tentam driblar esse direito dificultando o acesso à informação. Vereadores honestos tentam obter as informações via requerimentos à Câmara Municipal. Rejeições a esses pedidos de informação pelos vereadores ligados ao prefeito são sintomas de fraudes.
Lembre-se de que é praticamente impossível o prefeito fraudar a prefeitura sozinho. Prestem atenção às ações dos responsáveis por: a) compras b) almoxarifado c) recebimento dos serviços prestados à prefeitura d) contabilidade e) tesouraria.
Alguns orçamentos municipais são verdadeiras peças de ficção. O prefeito introduz na Lei Orçamentária, e a Câmara aprova, um dispositivo que permite ao mesmo remanejar 100% das verbas do orçamento. Isso na prática acaba com o orçamento, pois o prefeito pode gastar as verbas como ele quiser, sem dar satisfação à Câmara. O orçamento é uma Lei, e qualquer alteração significativa, deverá voltar à Câmara para ser aprovado.
Alguns prefeitos e funcionários municipais simulam desorganização para encobrir desvios. Não registram entradas e saídas de materiais, não se certificam dos serviços realizados, embaralham a contabilidade municipal, tudo isso para confundir e esconder os desvios realizados.
Aquisição de combustíveis, merenda escolar, Fundef e Saúde são as verbas mais fraudadas. É preciso conferir o consumo de combustível pela prefeitura com a atividade e o tamanho de sua frota. É preciso atestar o recebimento dos materiais e conferir a nota fiscal de entrega.
Prestem atenção à independência dos vereadores em relação ao executivo. O vereador não pode ser submisso ao prefeito. Se ele assim agir, pode ter sido cooptado para acobertar atos de corrupção. O vereador á acima de tudo um fiscal do executivo, e não pode abdicar desse papel.
Anistia de Impostos
“É comum alguns contribuintes atrasarem o pagamento de impostos, e a prefeitura não tomar qualquer medida para a cobrança, e isso leva ao acúmulo de valores consideráveis devidos à prefeitura. Uma das modalidades de fraude consiste em o prefeito combinar com os devedores, promover uma anistia com muito favorecimento aos contribuintes em atraso. Parte dos benefícios recebidos pelos contribuintes é repassado ao prefeito e demais envolvidos na fraude.
“checar cuidadosamente as denúncias, verificando se não consistem em meras desavenças políticas sem fundamentos sólidos;” buscar informações nos órgãos públicos (Junta Comercial, Receita Federal, Receita Estadual); identificar colaboradores – funcionários da administração municipal que não compactuam com os corruptos – a fim de se obterem informações sobre fraudes administrativas;” analisar transferências e aplicações de recursos, como os provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF). Para esse caso, por exemplo, há manuais e cartilhas com informações detalhadas, do próprio FUNDEF, órgão vinculado ao Ministério da Educação. Mais informações podem ser encontradas no endereço www.mec.gov.br/fundef.” documentar as provas, sempre que possível, com laudos, fotos e gravações.
É fundamental obter provas ou indícios fortes de irregularidades e motivar o Promotor de Justiça a iniciar uma investigação. Caso o promotor não manifestar disposição para agir, leve a denúncia à Procuradoria Geral de Justiça do Estado.
Os acusados de desvios vão sempre alegar inocência veementemente, apelar para a justiça Divina, e acusar aqueles que estão lutando contra a corrupção de coisas diversas para tentar desviar a atenção dos fatos. Não cair no jogo dos bandidos, o foco tem que continuar sendo os desvios do erário público.
A nota fiscal e o empenho na prefeitura são os documentos básicos para constituição de provas. Por isso é importantíssimo obter cópias desses documentos, e a lista de pagamentos da prefeitura municipal.
Nenhum projeto de desenvolvimento prospera em um ambiente onde predomina a corrupção. As administrações se corrompem, e os cidadãos de bem se retiram, deixando a área livre para a atuação de quadrilhas. É o circulo vicioso se iniciando. Às vezes é preciso uma crise de grandes proporções para quebrar o circulo vicioso e a cidadania imperar novamente.
Em um processo de cassação de mandato é importantíssimo observar os aspectos formais do Decreto Lei 201/67 em conjunto com aspectos formais da Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno da Câmara Municipal. Muitos processos não prosperam porque essas formalidades são ignoradas.
Cartilha de Combate a Corrupção nas Prefeituras do Brasil
Bandeiras e hinos - Valorizemos nossos símbolos
Recordo-me com grande alegria dos tempos do antigo ensino primário no Grupo Escolar Teófilo Benedicto Otôni, na então longínqua cidade de Teófilo Otôni, Nordeste de Minas Gerais, entre o Vale do Mucuri e quase na entrada do Vale do Jequitinhonha.
Todos os dias, antes do início das aulas, nos perfilávamos para cantar em alto e bom som a cappella (que tem a origem no canto gregoriano e que não exige acompanhamento de nenhum instrumento musical) os hinos pátrios, enquanto se hasteava, por todos os alunos que se revezavam, as bandeiras do Brasil, de Minas Gerais e da cidade. Dos cinco dias, dois eram reservados para o Hino Nacional; nos demais, cantava-se o Hino à Bandeira, da Independência e da República. Para que ninguém atravessasse, a regência da turma era feita pela professora de canto – isso mesmo, pois naquele tempo tínhamos aulas de “canto orfeônico” – em que, diga-se de passagem, a batuta não ficava a dever a nenhum maestro.
Ao contrário do que ocorre atualmente, não havia os caros cadernos de grifes com fotos de artistas famosos. A capa principal normalmente tinha estampada a Bandeira Nacional; a contracapa, a letra do Hino Nacional. Na outra capa, a letra do Hino à Bandeira e na contracapa, um detalhado mapa do Brasil com os estados e suas respectivas capitais. As letras dos demais hinos – da Independência e da República – eram escritos no quadro-negro, e os alunos copiavam.
Fiz essa breve introdução para recordar como, com o passar do tempo, esses princípios básicos da cidadania foram sendo esquecidos. Para alguns, esse detalhe pode parecer “picuinha” e que existem coisas mais importantes. Gostaria de dizer que o procedimento de se hastear bandeiras em locais públicos é sinal de cidadania na sua maior expressão e está previsto em leis respectivas.
A Lei nº 12.031, de 21/09/2009, artigo 1º, parágrafo único, diz: “Nos estabelecimentos públicos e privados de ensino fundamental, é obrigatória a execução do Hino Nacional uma vez por semana”. É incrível, mas a maioria das escolas não cumpre essa regra elementar e tampouco conhece essa lei. Infelizmente, ao contrário do que observamos no exterior, onde vemos uma bandeira em cada esquina, inclusive nas residências, essa falta de cidadania é observada em todo o Brasil. Bandeira dos estados e municípios? Raramente se vê. Quase não se vê hasteada a Bandeira Nacional, nem na maioria dos órgãos públicos, como determina a lei. Quando as vemos, de um modo geral estão mal conservadas, e, às vezes, de forma desrespeitosa, são deixadas às intempéries, esquecidas, até que se transformem em um trapo sobre um mastro.
Soma-se a isso o fato de que, na maioria dos locais onde as bandeiras são hasteadas em tempo integral, não se procede à devida iluminação noturna como determina a lei (na falta dela – a iluminação – a bandeira deve ser retirada).
O único bom exemplo que conheço é o de Brasília que, com toda a pompa e circunstância faz mensalmente a troca do pavilhão nacional, em cerimônia que se tornou um acontecimento assistido por milhares de pessoas e que deveria ser seguido, pelo menos, nas demais capitais.
Veja-se, por exemplo, o ocorrido na mina de cobre de Copiapó, no Chile, de onde foram resgatados 33 trabalhadores. Por onde se olhava, via-se um mar de bandeiras chilenas. Observei que numa colina foi reservada uma área para as bandeiras de outros países; no entanto, não vi a do Brasil. Outra grande lição que nos deram os chilenos foi ver o presidente da República cantar a cappella o Hino Nacional juntamente com todos os presentes; realmente emocionante!
Precisamos dar uma boa educação e cultura à nossa população, aí incluída a consciência da importância dos nossos símbolos nacionais. Com a proximidade de dois grandes eventos a nível mundial – Copa do Mundo em 2014 e Olimpíada em 2016 – conclamo a senhora presidente da República, Dilma Rousseff, para que inicie, desde já, uma campanha a nível nacional no sentido da valorização dos nossos símbolos pátrios, começando por distribuir, gratuitamente, milhares de bandeiras nacionais e CDs com os hinos pátrios, acompanhados com a íntegra da Lei nº 5.700, de 1º de setembro de 1971, que os regulamenta.
Que os nossos cidadãos, de todas as idades, hasteiem e admirem com orgulho o seu pavilhão nacional e cantem com todo o vigor os hinos pátrios com o respeito que eles merecem.
Jornal do Brasil Humberto Viana Guimarães*
*Humberto Viana Guimarães, engenheiro civil e consultor, é formado pela Fundação Mineira de Educação e Cultura, com especialização em materiais explosivos, estruturas de concreto, geração de energia e saneamento
Nova espécie de anfíbio é encontrada no Vale do Jequitinhonha
Descoberta é importante para conservação de anfíbios na Serra do Espinhaço
Pesquisadores identificaram uma espécie de anfíbio ainda desconhecida pela ciência no Parque Estadual do Pico do Itambé, no município de Santo Antonio Itambé, na região do Alto Jequitinhonha, em Minas Gerais. O registro foi feito por pesquisadores do Instituto Biotrópicos que encontraram a espécie, ainda sem identificação, apenas em altitudes superiores a 1,9 mil metros.
A bióloga Izabela Barata, responsável pela pesquisa, afirma que os indivíduos da nova espécie foram encontrados dentro de bromélias, plantas que conseguem armazenar água até mesmo durante a estação seca. “Os anfíbios são extremamente dependentes da água porque, além de terem uma pele muito fina, os ovos e os girinos completam seu desenvolvimento onde há água disponível”, afirma. “O que mais surpreende é que até o momento a espécie só foi registrada na área mais alta do parque, próxima ao Pico, e encontrada em uma única espécie de bromélia”, completa.
Izabela Barata explica que a prioridade, no momento, é a descrição e reconhecimento da espécie, pois só assim será possível apontar as prioridades e ações para sua conservação. “Espécies com hábitat restrito e com ocorrência em áreas mais elevadas, como a do novo anfíbio do Pico do Itambé, podem ser as primeiras a sentir os efeitos e conseqüências do aquecimento global”, alerta.
O Parque Estadual do Pico do Itambé está inserido na Serra do Espinhaço, abrigando um dos marcos referenciais do Estado, o Pico do Itambé, com 2002 metros de altitude. A unidade de conservação é administrada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), entidade que integra o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), possui 4.696 hectares de área e está inserido nos municípios de Santo Antônio do Itambé, Serro e Serra Azul de Minas.
A unidade de conservação protege nascentes e cabeceiras de rios das bacias do Jequitinhonha e Doce. Sua cobertura vegetal é composta de campos rupestres de altitude e cerrado que abriga uma fauna rica que relaciona-se com a diversidade florística e com os recursos hídricos.
O registro da nova espécie é parte dos resultados do convênio entre o Instituto Biotrópicos e o IEF, que tem por objetivo investigar a biodiversidade de duas áreas prioritárias em Minas Gerais. As pesquisas no Parque Estadual do Pico do Itambé continuam até o final do ano.
Fonte: Agência de Minas e IEF
UFVJM aprova campus em cidades do Vale
Dr Jean Freire defende criação de campi no Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha
As discussões foram muito acaloradas no CONSU – Conselho Universitário da UFVJM – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, em reunião realizada neste 07.10, sexta-feira, em Diamantina. Após diversas manipulações de todas as formas do Reitor Pedro Ângelo, e após protestos de cidadãos/dãs do Vale do Jequitinhonha, Dr Jean Freire, suplente de Deputado Estadual, apresentou uma proposta de criação de três campi nas cidades do Vale, sendo um em cada microrregião: Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha.
Assim cidades-pólos como Capelinha, Minas Novas, Araçuaí, Itaobim e Almenara podem fazer suas reivindicações para sediar um campus universitário da UFVJM.
A cidade de Jequitinhonha e Itamarandiba também reivindicam um campus. Jean Freire informou ao Reitor que, em 2006, entregou à UFVJM um documento da Prefeitura de Itaobim pedindo um campus na cidade. Em 2007, entregou mais documentos. Questionou a indicação de campus em Janaúba e Unaí. E perguntou; O PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional da UFVJM foi consultado para isso? É claro que não, concluiu. Disse que aceitaria um campus em Janaúba que também necessita. Mas, “só aceitamos se outro no Vale do Jequitinhonha for construído”.
Reclamou com uma frase marcante: “No passado, nos levaram a estrada que carreava nosso ouro, agora, querem nos levar a estrada do saber. Tive que morar 13 anos fora do Vale para estudar Medicina. Não quero que meus filhos façam o mesmo. Quero todos eles , estudando aqui na região”. E , concluiu, com olhos lacrimejando: “O Vale tem doado muita coisa, está passando da hora de começar a receber”.
Após muita confusão e desencontro de informações dos Conselheiros que aprovaram os campi de Janaúba e Unaí, sem nenhum estudo técnico como prevê a legislação, seus membros aprovaram a criação de 3 campi em cidades do Vale do Jequitinhonha. Uma Comissão da UFVJM será formada para realizar estudos técnicos de viabilidade de sede de campus.
Fonte: blog do Onhas
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Nossa Senhora do Desterro Padroeira de Jordânia auxiliai-nos em tudo que fizermos!
ORAÇÃO -
Ó Bem-aventurada Virgem Maria, mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo Salvador do Mundo, Rainha do Céu e da Terra, advogada dos pecadores, auxiliadora dos cristãos, protetora dos pobres, consoladora dos tristes, amparo dos órfãos e viúvas, alívio das almas penantes, socorro dos aflitos, desterradora das indigências, das calamidades, dos inimigos corporais e espirituais, da morte cruel dos tormentos eternos, de todo bicho e animal peçonhentos, dos maus pensamentos, dos sonhos pavorosos, das cenas terríveis e visões espantosas, do rigor do dia do juízo, das pragas, dos incêndios, desastres, bruxarias e maldições, dos malfeitores, ladrões, assaltantes e assassinos.
Minha amada mãe, eu prostrado agora aos vossos pés, com piedosíssimas lágrimas, cheio de arrependimento das minhas pesadas culpas, por vosso intermédio imploro perdão a Deus infinitamente bom. Rogai ao vosso Divino Filho Jesus, por nossas famílias, para que ele desterre de nossas vidas todos estes males, nos dê perdão de nossos pecados e nos enriqueça com sua divina graça e misericórdia.
Cobri-nos com o vosso manto maternal, ó divina estrela dos montes. Desterrai de nós todos os males e maldições. Afugentai de nós a peste e os desassossegos.
Possamos, por vosso intermédio, obter de Deus a cura de todas as doenças, encontrar as portas do Céu abertas e convosco ser felizes por toda a eternidade. Amém.
(Rezar 7 Pai-nossos, 7 ave-marias e 1 Credo ao Sagrado Coração de Jesus, pelas sete dores de Maria Santíssima).
Este título de Nossa Senhora tem fundamento bíblico. Afirma o evangelista Mateus que, após a partida dos Reis Magos, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a São José e disse: "Levanta, toma o menino, a sua Mãe e foge para o Egito; permanece lá até que eu te avise, porque Herodes procura o menino para o matar. Levantando-se de noite, ele tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito". (Mt 2,13-14).
Dia 8 de setembro é dia da nossa padroeira Nossa Senhora do Desterro!
Que a virgem interceda por nossa comunidade, nossos vizinhos e nossos entes queridos onde quer que se encontrem agora e sempre amém!
Marcadores:
SALVE A NOSSA PADROEIRA
Sai a lista dos aprovados no concurso da Prefeitura.
Saiu a lista com o nome dos aprovados no concurso público realizado pela Prefeitura Municipal de Jordânia:
Verifique a relação dos aprovados e suplentes acessando os links.
Classificação final dos candidatos.
Relação dos aprovados
Verifique a relação dos aprovados e suplentes acessando os links.
Classificação final dos candidatos.
Relação dos aprovados
Marcadores:
Relaçao aprovados concurso da Prefeitura.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
UFVJM adia para outubro decisão sobre criação de campus
Conselho Universitário quer definir atuação e expansão da Universidade
A.UFVJM.é.do.Vale
Direto do Blog do Banú.
O CONSU - Conselho Universitário, instância de poder deliberativo da UFVJM - Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, tomou decisões importantes em relação à criação de campus universitário fora dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri:
- Assumiu que a UFVJM é uma Universidade multi-campi, ou seja, pode ter várias unidades de ensino ou pesquisa espalhadas por outras cidades.
- Definiu que o território dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri é região prioritária para sua atuação.
- E ainda: adiou para o mês de outubro a decisão sobre incorporação ou não dos campi de Janaúba e Unaí, definido de forma autoritária pelo Ministério da Educação, sem a aprovação prévia do CONSU e nem consulta ao povo do Vale.
Leia a Nota de Esclarecimento, assinada pelo Reitor Pedro Ângelo Almeida Abreu:
N O T A D E E S C L A R E C I M E N T O
Em evento no Palácio do Planalto, o Governo Federal anunciou, no dia 16 de agosto passado, uma nova expansão do Ensino Superior, noticiando a criação de mais quatro Universidades Federais e de várias dezenas de campi universitários vinculados a Instituições do sistema de IFES. Dentre esses novos campi, foi noticiada a criação de campus nas cidades de Janaúba e Unaí no Estado de Minas Gerais, que seriam vinculados à Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Cabe informar que o Conselho Universitário não havia deliberado pela incorporação desses novos campi à UFVJM.
O Conselho Universitário já definiu a UFVJM como uma Universidade multi-campi para atender, sobretudo, as populações dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, vislumbrando, portanto, a implantação, quando possível e pertinente, de novas Unidades Universitárias, principalmente em cidades assentadas em territórios desses vales.
Portanto, esta Instituição entende a expansão do Ensino Superior público como uma política de Estado voltada para proporcionar oportunidades aos cidadãos de diferentes territórios do Brasil, mas, por outro lado, assumiu que os Vales do Jequitinhonha e Mucuri são prioritários para a sua atuação no ensino, pesquisa e extensão.
Em reunião realizada no dia 19 de agosto o Conselho Universitário deliberou que irá definir, até o início de outubro próximo vindouro, os territórios de atuação da UFVJM, quando, então, decidirá sobre a viabilidade de incorporar os campi das cidades de Janaúba e Unaí.
Diamantina, 18 de agosto de 2011
Prof. Pedro Angelo Almeida Abreu
Presidente do Conselho Universitário /UFVJM
Por uma descentralização da UFVJM com campus em cidades dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
Assine o Abaixo-assinado:
A.UFVJM.é.do.Vale
Direto do Blog do Banú.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Carlos Farias e Gonzaga Medeiros Fazem Procissão de Canto e Poesia
Procissão de Canto e Poesia
O cantor Carlos Farias e o poeta Gonzaga Medeiros são parceiros de longa data e possuem uma história de vida em comum: ambos nasceram no Vale do Mucuri, pertinho da divisa com o Vale do Jequitinhonha. O primeiro em Maxacalis, nas proximidades da reserva dos índios Maxakali; o segundo em Fronteira dos Vales, a caminho do Jequitinhonha. Ambos estudaram no ginásio de Maxacalis e também residiram em Almenara por quase dez anos, na mesma época. Lá na beira do Jequitinhonha se tornaram compadres e iniciaram uma parceria que já dura um quarto de século. Foram muitas canções, shows, festivais, discos e projetos artísticos realizados desde então, sempre valorizando a diversidade cultural da região. Sem sombra de dúvida, pode-se afirmar que o trabalho deles ajudou a projetar a cultura popular dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri no cenário artístico de Minas e do Brasil. O espetáculo “procissão de canto e poesia” celebra o sucesso dessa parceria. Ao som de violão, sopros e percussões, os artistas mostram no Zás canções e poemas inéditos, da própria lavra, com muita emoção e alegria.
Formação da banda:
Carlos Farias: voz e violão - Gonzaga Medeiros: voz - Carlinhos Ferreira: percussão - Ivan Virgílio: sopros
Teatro da Assembleia
Rua Rodrigues Caldas, 30 – Santo Agostinho – 30.190-921 – Belo Horizonte – MG
Um artista comprometido com a cultura popular brasileira
Cantor e compositor nascido em Machacalís – MG, Carlos Farias é formado e pós-graduado em Psicologia. Atuando como produtor musical, lançou diversos CDs através de projetos apoiados pelas Leis de Incentivo à Cultura. Pesquisador cultural, focaliza o seu trabalho na preservação e divulgação da cultura popular dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas. Dentre as suas ações, destaca-se a participação na formação do Coral das Lavadeiras de Almenara, com o qual vem alcançando reconhecimento nacional e internacional. Realiza shows, oficinas e palestras musicadas sobre cultura popular, elaboração e gestão de projetos culturais, qualidade de vida, relações humanas, saúde e cidadania, dentre outros temas.
Já se apresentou na Sala Funarte Sidney Miler (RJ) com o espetáculo “Canções da Aldeia”, no Conexão Vivo (de 2005 a 2010), no Sesc Pinheiros (SP), no Sesc Itaquera (SP), em várias unidades do Sesc-MG, na Caravana Arrumação (14 eventos em 2010, junto com Saulo Laranjeira), no Festivale (Jequitinhonha 2011), em vários escolas, hospitais e Centros de Saúde de Belo Horizonte e interior de Minas.
GONZAGA MEDEIROS – compositor e poeta
O poeta, apresentador de eventos e advogado Gonzaga Medeiros é da cidade de Fronteira dos Vales, divisa do Jequitinhonha com o Mucuri. É um dos criadores do movimento cultural do Jequitinhonha e apresentador do FESTIVALE desde o início, em 1980. Atualmente é Diretor Executivo do VALEMAIS – Instituto Sociocultural do Jequitinhonha. É um dos autores dos livros “Jequitinhonha Antologia Poética I e II” e é autor, também, de “Traço de União” e “Trancai Vossas Filhas”, além de dois CD’s-livros de poemas declamados, intitulados “Gonzaga Medeiros é poesia” (2003) e “A Poesia na Praça” (2010). É parceiro musical de artistas como Carlos Farias, Graco Lima Júnior, Paulinho Pedra Azul, Pereira da Viola, Rubinho do Vale, Tau Brasil e Wilson Dias, dentre outros. Gonzaga Medeiros desenvolveu estilo próprio de apresentação de eventos culturais, entremeando as apresentações com a declamação de poemas de sua autoria. Sua presença é um show à parte, em qualquer evento.
Greve e Manifestação Massiva em Defesa da Educação
Por Luiz Felipe Martins Cândido*
Aconteceu hoje [quarta feira - 24/08/11], na Praça da Assembléia, no bairro Santo Agostinho, Belo Horizonte, uma concentração e manifestação dos professores do Estado de Minas Gerais, em greve há 79 dias. Antes da manifestação, e como parte do movimento grevista, aconteceu também uma assembléia geral na qual foi votada a manutenção da greve por período indeterminado, até que as reivindicações sejam atendidas. É a greve dos profissionais da educação mais longa dos últimos dez anos.
Os professores se queixam, com razão, da falta de diálogo por parte do governo, que se recusa a negociar uma solução. O que eles reivindicam: o cumprimento, pelo governo estadual, do piso salarial nacional no valor de R$1597,87 previsto pela lei 11.738/08 e reconhecido como constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, órgão máximo do poder judiciário, responsável pela defesa dos direitos e deveres previstos na constituição brasileira. O piso salarial teve sua constitucionalidade reconhecida em acórdão publicado nessa quarta-feira (http://www.conjur.com.br/2011-ago-24/supremo-publica-acordao-declatou-constitucional-piso-magisterio). Além disso, o movimento reivindica outros direitos para a categoria, como a reconstrução do plano de carreira e a revogação da lei do subsídio.
Com a publicação do acórdão pelo STF, o movimento dos professores ganhou força em sua argumentação. Isso torna ainda mais latente o descompromisso do governo com a classe professoral. O que se exige, para além de salários justos e dignos para um profissional de tamanha importância, e em consonância com isso, é o cumprimento da lei. Depois de tentativas sucessivas de criminalização do movimento grevista na tentativa de deslegitimá-lo (prática comum, levada a cabo inclusive por meio de mentiras, em relação a todo movimento que se levanta em defesa de alguma causa e contra algum poder estabelecido), de apelos à população através da grande mídia na tentativa de colocar a população contra os professores, depois de tudo isso, quem está à margem da lei é o próprio estado.
O movimento, então, após a assembléia que definiu as diretrizes a serem tomadas para os próximos dias pelo movimento de greve, ganhou as ruas num belíssimo e massivo ato público que tencionava, ao dar as caras no centro da capital, chamar a atenção para a premência e legitimidade da paralisação e das reivindicações em pauta. Saindo da Praça da Assembléia, o movimento, que contava com a participação de diversas entidades apoiadoras da greve dos professores (estudantes, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra-MST, Movimento dos Atingidos por Barragens-MAB) desceu em direção ao coração da capital entoando palavras de ordem. E, por incrível que pareça, apesar da paralisação do trânsito de automóveis, havia, em grande parte, assentimento da parte das pessoas que não faziam parte da caminhada. Houve também aqueles que ficaram insatisfeitos, afinal, com o trânsito bloqueado para os automóveis, trabalhadores e trabalhadoras que, saindo cansados dos seus trabalhos, estavam ‘presos’ no centro da cidade sem poder voltar para casa. Mas, infelizmente, não há outra maneira disso ser feito. É uma coisa que os movimentos sociais sabem há muito tempo, e que as pessoas descobrem a cada vez que são afetadas em seus direitos: direitos, só se efetivam, só se conquistam, à custa de muita luta. Não é possível esperar pela boa vontade de governos ou quem quer que seja. Além de frágeis, precários, sujeitos a retrocessos, os direitos são históricos, são apropriados, são produto de disputas. Foi isso que se viu hoje: pessoas reivindicando para si direitos que, mesmo do ponto de vista do próprio jogo institucional, já foram reconhecidos e que lhes têm sido negados.
Um ponto interessante foi o fato de a passeata ser composta de gente de todo tipo. Não eram apenas ‘militantes’, não eram apenas pessoas que comumente se vê em passeatas. Tinha branco, preto, homem, mulher, gay e inclusive muitas senhoras, o que me chamou a atenção. Afinal, elas são professoras e, a despeito de quaisquer projetos de sociedade, seja por que motivo for, havia problemas concretos em jogo, e cada um sabe onde o calo aperta. Foi bonito ver isso, essas caras diferentes e inusitadas nesse ambiente muitas vezes povoados por uma ‘fauna’ já mais ou menos reconhecível e identificável.
Bonito também foi a chuva de papéis picados à medida que a passeata avançava. Bonita também foi ver a alegria das pessoas que, a despeito das adversidades, do cansaço e da pressão, não perdiam as esperanças. Foi uma passeata alegre, animada. O que, talvez, para muitos seja um ponto negativo, que soe como uma falta de seriedade. Como se alegria e política fossem excludentes, fossem pólos opostos. Havia música e animação, e quem queria cantar, cantava, quem queria ficar calado, ficava. Talvez o que torna bonitas essas manifestações seja mesmo isso, são lugares de liberdade e de alegria. Política, para ser séria, não tem de vir de terno e gravata numa cara sisuda. Se o propósito é tornar a vida melhor e mais alegre, porque não sermos alegres agora, sendo também políticos? Deixemos o ‘decoro’, essa aparência de seriedade, pra quem não tem mais atrás do que se esconder além disso.
A impressão que deu, desde o começo, com tudo o que vimos, é que o movimento está firme em seus propósitos. Inclusive pelo tempo de duração do movimento. Inclusive pela resistência aos ataques desleais sucessivos, como os feitos através da propaganda ou a tentativa frustrada de contratação de substitutos para os grevistas. Inclusive pela firmeza na votação pela continuidade da greve e pelo entusiasmo com as possibilidades de melhora e reconhecimento efetivos. Os professores, que têm sido no Brasil uma profissão recorrentemente desvalorizada e desprestigiada, sabem que o momento é crucial. Quem sabe não seja uma boa hora, mantendo-se firme nessa posição a que o movimento chegou, para colocar as pessoas para pensar sobre a importância social desse profissional. Quem sabe não seja a hora para se encetar uma mudança de mentalidade. Eu não sei, mas quem sabe? O que me pareceu foi que os próprios professores têm a clareza de que não podem abandonar o barco agora, que é um ‘point of no return’, ou tudo ou nada, e que esse é um momento para se avançar de maneira significativa, e que ao fazer essa pressão no governo e com isso afirmando seu valor, uma auto-estima, mostra sua importância para a sociedade. Dessa vez vai. Tomara.
* Luiz Felipe Martins Cândido é mestrando em Filosofia pelo Universidade Federal de Minas Gerais.
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