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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Quatro candidatos a prefeito em Almenara

            Quatro candidatos a prefeito de Almenara
                                  
             Fabiany, Fernando, Júlio e Manoel disputam eleições extemporâneas



Nesta quarta feira (28), o eleitorado do município de Almenara conheceu os candidatos que faltavam para finalizar as convenções políticas partidárias municipais que concorrerão às eleições extemporâneas que serão realizadas no dia 30 de maio.

                   Foram escolhidos os seguintes candidatos para concorrer ao executivo municipal:


 A Coligação “O Progresso não pode Parar” (PDT, DEM, PPS, PRB e PC do B) escolheu Fabiany Ferraz e Vila Guimarães. A convenção foi realizada no domingo passado, dia 25.

A coligação “Integridade e Ação” (PR , PRTB e PTB) reuniu-se no Clube dos Operários e confirmou Júlio Mares e Juraci Botelho

   A coligação “ A Força Povo” (PMDB, PTN) confirmou na churrascaria Três Cabanas Manoel Francisco e Amadeus Campos


Novidades

Uma das principais novidades desta eleição histórica foi à substituição por ordem judicial dos candidatos do PDT e do PPS. Saiu Carlos Novaes e Exupério Pires “Peca”, cassados por compra de votos, e entraram Fabiany Ferraz do PDT e Vila Guimarães do DEM . Outra novidade é que as outras coligações apresentaram novos candidatos a vice prefeito.



Três partidos que participaram da eleição de 2008 desta vez resolveram ficar de fora das eleições extemporâneas, são eles: PT, PSDB e PSC. Os dois primeiros apoiavam Manoel Francisco e terceiro apoiava Carlos Novaes. A decisão que retirou o PSDB da coligação “a Força do Povo”foi dada pelo diretório estadual do partido, que proibiu nas seis cidades mineiras que terão eleições extemporâneas qualquer coligação com PMBD, partido adversário nas eleições para presidente e governador que serão realizadas em outubro deste ano. Mesmo com essa decisão, o diretorio municipal do PSDB informou que continuará apoiando informalmente o PMDB de Manoel Francisco em Almenara.



Houve também uma tentativa frustrada por parte da coligação a “Força do Povo” em conseguir o apoio do Partido Verde (PV) para as eleições extemporâneas. A coligação chegou anunciar de forma irregular a participação do Partido Verde. A nova e legítima comissão provisória do PV de Almenara informou que nunca cogitou a mínima possibilidade dessa aliança.



Concluídas as convenções, o próximo passo é a análise dos currículos judiciais dos candidatos. O Juiz Eleitoral analisará minuciosamente o passado pregresso dos candidatos e decidirá pela homologação ou não.

Fonte: Diário do Jequi, de Almenara

quarta-feira, 28 de abril de 2010

CONVITE

O Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros do Médio e Baixo Jequitinhonha – JQ3 ,

Convida a todos para a 4ª Reunião Ordinária, a realizar-se no dia 29 de abril de 2010, às 10:00

horas, na Câmara  Municipal (Rua São Francisco, 542 – Centro -Tel.: (33) 3726-1120 37261539), em Jordânia/MG.




PAUTA DA 4ª REUNIÃO ORDINÁRIA




1. Acolhida e assinatura da lista de presença.


2. Abertura pelo Presidente do JQ3 e Boas Vindas pelas Autoridades Locais


3. Comunicado dos Conselheiros.


4. Exame da Ata da 3ª Reunião Ordinária, de 24/02/2010.


5. Informes:


5.1. Convênio para estruturação do Comitê


5.2. Encontro de capacitação de conselheiros (realizado de 12 a 14/04/2010 em Almenara)


5.3. Encontro do Fórum Mineiro - Semana da Água ( Belo Horizonte de 24 a 26/03/2010)


5.4. Plano Diretor da Bacia Hidrográfica


6. Apresentação:


6.1. Diagnóstico Ambiental do Município de Jordânia – Prefeitura


6.2. Licenciamento Ambiental - SUPRAM Jequitinhonha


7. Assuntos a serem deliberados:


6.1. Criação de Câmaras Técnicas no CBH – JQ3


6.2. Substituição de Membros do Comitê


6.3. Definição da cidade-sede para a reunião prevista para 28/ 10/ 10


6.4. Pauta da próxima reunião

8. Assuntos Gerais

9. Encerramento

terça-feira, 27 de abril de 2010

2ª etapa de Supercross agita Palmópolis

Rafael Góes vence em 2 categorias



 Neste domingo, 25 de abril, em presença de intenso público amante do motociclismo, ocorreu a 2 ª Etapa da 1ª Copa de Supercross do Vale do Jequitinhonha, efetivada em Palmópolis, como parte das comemoração do 18º Aniversário de Emancipação Política-Administrativa deste município da microrregião do Baixo Jequitinhonha mineiro.


Conforme expectativa, o concorrido evento foi brilhantemente disputado em todas as categorias. A categoria Iniciantes, face ao grande número de participantes, teve que ser dividida em três distintas baterias. Láureas ao pequeno motociclista Igor, representante do município de Almenara, primeiro colocado, seguido por Nena também de Almenara, e por Ciro Pinto de Palmópolis, que incentivado por amigos inscreveu-se, e representará Palmopólis nas etapas seguintes.


Na Categoria Força Livre Nacional, o líder foi Rafael Góes da cidade de Almenara. O segundo lugar ficou com Juninho Hamilton, também de Almenara. Marcos Silva, representante de Águas Formosas, município do Vale do Mucuri, galgou o terceiro lugar.


Na Categoria Importadas, novamente deu Rafael Góes em primeiro lugar, seguido por Ton, representando Almenara. O terceiro lugar coube a Marcos, do município de Teixeira de Freitas, Bahia.

O motocliclista Marcos de Águas Formosas liderou a Categoria Intermediários. Paquito de Almenara foi o 2 colocado, e Pablo de Rubim chegou em terceiro lugar.

Segundo os organizadores, a próxima etapa, provavelmente, ocorrerá na cidade de Rubim.


Fonte: Diário do Jequi

domingo, 25 de abril de 2010

Instituto Vale Mais lança projeto em 3 municípios

Nosso Canto Vale Mais registra grande acervo de músicas do Vale

por Aluysio Ferreira

O Instituto Vale Mais percorrerá as cidades de Padre Paraíso, Jequitinhonha e Salinas para implementação do Projeto Nosso Canto Vale Mais. Entre os dias 21, 22 e 23 de abril, membros do Instituto distribuirão o material do projeto às rádios, escolas e centro culturais dos 3 municípios.

Aprovado pelo Fundo Estadual de Cultura em 2007, o projeto consiste na produção de um kit contendo material fonográfico e informativo de artistas e grupos musicais do Vale do Jequitinhonha. A iniciativa surgiu à partir da percepção da diminuição do espaço cedido aos músicos do nordeste mineiro na programação das rádios e nos festivais de cultura da região.

Em vista disso, o projeto visa fazer frente aos diferentes estilos musicais que tem ocupado as rádios do Vale do Jequitinhonha e os festivais culturais locais, além da consolidação, valorização e preservação dos valores musicais produzidos na região. Com o projeto pretende-se também a diminuição da distância que separava os radialistas e as produções musicais de artistas do Jequitinhonha.

O kit

O material instrumentará as emissoras para a exibição de um programa específico sobre a música regional do Vale do Jequitinhonha, inclusive com spots de abertura e encerramento. No entanto, o material foi estruturado de forma que as rádios possam também exibir as faixas e informações de forma livre em sua programação. Cerca de 126 emissoras existentes nas 85 cidades que compõem a região do Vale do Jequitinhonha receberão o material, composto por:

- Revista-catálogo informativa sobre os 40 artistas participantes (contendo biografia, discografia, currículo e fotos dos artistas);

- CD-Rom, contendo o material da revista digitalizado, cartazes e peças gráficas referentes ao projeto, em formato pdf, e spots de divulgação a serem utilizados para a elaboração de programas de rádio (item exclusivo para as rádios);

- DVD com faixas musicais, integrais e convertidas para mp3, num total de aproximadamente 300 faixas;

- material de divulgação: cartaz, camiseta, adesivo.

Fonte: www.ufmg.br/polojequitinhonha

sábado, 24 de abril de 2010

Faltam Mulheres na Política

Nilmário Miranda*

Nas eleições de 2008 o número de mulheres eleitas como prefeitas e vereadoras foi pequeno, como já tinha ocorrido em 2006 nas eleições gerais. A presença de mulheres no poder político está congelada.


Não cresce nem vai crescer se não mudarem as regras do jogo. Não é um problema para as Mulheres enfrentarem, como se fosse uma demanda corporativa. Homens e Mulheres têm que representar o conjunto de homens e mulheres. A escassa participação de Mulheres no poder público é um déficit na democracia no Brasil. Por que as Mulheres não ascendem ao poder político? Por que o poder político não incorpora as mulheres?



É um escárnio considerar que falta interesse ou capacidade às mulheres. Os homens comparecem em menor número que as Mulheres nas eleições, abstêm-se mais, votam em branco ou anulam os votos em maior número que as mulheres. As Mulheres participam em escala crescente como protagonistas em todas as áreas que atuam na esfera pública - o que lhes confere mais legitimidade como atores políticos.



Há certamente um conjunto de fatores que interferem para interditar ou filtrar o acesso das Mulheres aos espaços de poder no Legislativo, no Executivo e mesmo no Judiciário. No entanto, as regras ou a falta delas são determinantes.



A posição do Brasil no ranking de participação de Mulheres em cargos públicos é constrangedora. Das 513 vagas para deputados, só 46 são ocupadas por Mulheres (9%). No Senado são 10 Mulheres para 81 vagas (12,3%). Na Argentina com 35% e na Costa Rica com 38,6% mudaram as regras e a iniquidade foi reduzida de forma exemplar. Outros países como Equador e Espanha reconheceram a essencialidade da participação feminina e estenderam as regras para o Executivo.



Democracia requer ruptura com privilégios e efetiva igualdade para o exercício da cidadania e acesso aos espaços de decisão no Legislativo, no Executivo e no Judiciário.



Quanto mais poder, menos mulheres. A presença de Mulheres como governadoras (3 em 27) e prefeitas não passa de 7,7%. No governo Lula, que instituiu a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres - com status ministerial -, a participação de Mulheres caiu das 5 iniciais para apenas 2.



A participação de Mulheres no Executivo não pode depender da magnitude dos governantes. Só houve avanços notáveis em países que adotaram medidas especiais de caráter temporário ou permanente que asseguraram participação partidária ou perto disso nos escalões mais altos do Executivo, de cotas de Mulheres no topo das listas partidárias e financiamento público das campanhas, cada vez mais caras. A sub-representação feminina está presente também nas mesas do Legislativo, nos grupos de decisão partidária, nos grupos de pressão nos tribunais.



Há um círculo vicioso na reprodução da desigualdade. São tão poucas as Mulheres nesses círculos que suas eventuais falhas e fracassos reforçam a exclusão. Só uma participação mais ampla, em espaços variados, criará identificação, confiança e motivação para estimular as Mulheres a incursionarem nos espaços decisórios. Enquanto forem tão poucas, não muda a cultura sobre o papel das Mulheres no espaço público e as próprias Mulheres manterão a estranheza e o distanciamento em face da política. E quem perde é a democracia. É verdade que as raízes do problema não estão só na política. Mas é inegável que no Brasil a política é feita por homens e para os homens. Política e poder são monopólio dos homens que instituíram seus interesses como universais.



Não se trata de idealizar o feminino. No poder, assim como os homens, as Mulheres acertam e fracassam e representam projetos progressistas ou conservadores. A desproporção de representação política fica mais exacerbada quando se toma a participação das Mulheres negras e indígenas, as mais pobres entre os pobres.



Os debates sobre reformas Políticas devem incorporar a participação das mulheres, maioria da população e do eleitorado nos espaços da política e do poder.

Brasília, a descolonização do Brasil

Emir Sader
Os países colonizados foram ocupados em função da exportação das matérias primas que interessavam às potências colonizadoras. Nosso nome não nasce de uma vocação ecológica precoce. Não. Nasce da arvore que produzia pintura para exportar à aristocracia européia, para que esta pudesse tingir seu vestuário. Foi assim, sucessivamente, com o açúcar, o café, a borracha. Da mesma forma, a periodização da nossa história em ciclos obedece à sucessão de produtos que interessavam aos colonizadores explorar do Brasil. Não éramos um país, com identidade e interesses próprios, não éramos uma sociedade, composta por pessoas com suas formas próprias de vida. Éramos um quintal das metrópoles européias, ansiosas para explorar nossas riquezas, utilizando trabalho escravo, no mais monstruoso e no mais sangrento saqueio da história da humanidade, que teve nas populações nativas e na população negra, suas maiores vítimas.



Como conseqüência da colonização, nosso território estava voltado para fora. Os epicentros econômicos do país estavam determinados pela exploração dos produtos que interessavam aos colonizadores e sua exportação. Interessavam as zonas de exploração e as estradas até a chegada aos portos, que enviavam nossas riquezas ao exterior. A ocupação do território esteve, durante séculos, marcada por esses ciclos de exportação e pelos portos – Recife, Salvador, Santos, Rio de Janeiro.



Era imposta ao país uma configuração voltada para fora, olhando para os dominadores – a Europa. Não havia praticamente comunicação entre regiões do país, somente na medida em que interessava ao processo exportador. Era ocupado o nosso litoral e zonas de produção exportadora, abandonando o imenso território de que o Brasil dispunha.



Foi assim até a crise de 1929. Com o governo de Getúlio, começa a reação, porque se dá inicio à construção de um Estado nacional no Brasil. Até ali o Estado se parecia à definição que Marx dava dele no Manifesto Comunista: um comitê executivo das classes dominantes. Não era um Estado que pretendia representar a todos os brasileiros, mas apenas os setores da elite brasileira, predominantemente os setores produtores para exportação e comercializadores, uma aliança primário-exportadora. (Com as elites de São Paulo e Minas dirigindo o país, no estilo de que tem saudade FHC, que apelou para uma nova aliança das elites desses estados, para tentar recuperar o controle perdido do Estado brasileiro.)



Foi só mais tarde, com a fundação de Brasília, que o país começou sua marcha para o interior, buscando apropriar-se do conjunto do nosso território, abandonado durante séculos. Esse foi o sentido de deslocar a capital do Rio belacap – para Brasília - a novacap.



Grande parte daqueles que hoje festejam Brasília e JK, foram compulsivos ativistas contra a nova capital e contra o governo federal daquele momento. De Carlos Lacerda – o corvo mor -, passando pelo Globo (jornal sem importância antes da ditadura), pela Folha (idem) e pelo Estadao, todos condenavam a corrupção do governo e da construção de Brasília. Se opunham ferozmente, desqualificavam o projeto de JK, incentivaram as duas tentativas de golpes militares durante o qüinqüênio de Juscelino. As matérias dos jornais falam por si só do menosprezo que a nova capital provocada nessa elite – antes e hoje, golpista e antinacional. (Nenhum desses jornais-partido têm coragem de reproduzir suas manchetes e editoriais sobre Brasília na comemoração dos 50 anos da nova capital.)



Não se valorizava nem a ocupação territorial, nem o desenho arquitetônico e urbanístico de Oscar Niemeyer e de Lucio Costa – ridicularizado pela direita, incluindo os heróicos candangos que foram construir a nova capital. O candidato da direita, Jânio Quadros, se valeu desse clima de denuncismo para se eleger com o símbolo da vassoura que limparia a corrupção – que, como se sabe, não apenas renunciou meses depois, como foi pego com conta milionária no exterior, revelando o farisaísmo do partido que o elegeu, a UDN, de Carlos Lacerda, o PSDB de então.



Mas Brasília foi concomitante com o processo de industrialização iniciado por Getúlio, que promoveu o maior ciclo de desenvolvimento econômico que o país já teve, de 1930 a 1950, que o transformou de um país agrícola em um país industrial, de um país rural em um país urbano, de um país voltado para fora em um país voltado para dentro, de um país litorâneo, olhando para fora, em um país ocupado territorialmente, de um país voltado apenas para a exportação em um país que se constrói desenvolvendo o mercado interno de consumo popular.



Esse o sentido profundo da construção de Brasília, construída para consolidar a descolonização do país. Por isso é desprezada e vilipendiada pelas elites dominantes, que têm saudade da época em que controlavam o Estado e o país, articuladas subservientemente às potências colonizadoras. Brasília faz parte da construção do Estado nacional brasileiro, da afirmação da soberania sobre o nosso território, da construção de um Estado para todos, para todas as regiões, para todos os brasileiros a não para as elites do centro-sul. Por isso Brasília representa a afirmação nacional, democrática e popular do Brasil, que a ditadura tentou descaracterizar, tornando-a o quartel general do regime militar, mas que a democratização devolveu ao povo brasileiro e à democracia.

Emir Sade é doutor em Ciência Política e professor aposentado da USP. Atualmente na Universidade Federal do Rio de Janeiro, dirige o Laboratório de Políticas Públicas. Publicou o livro "A vingança da História", entre outros. De orientação marxista, colabora com várias publicações, principalmente com www.cartamaior.com.br de onde foi extraído este texto.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Parabéns pelo seu dia Vereadora...

Você é Demais




Que as paisagens mais serenas

estejam em seu olhar,

transmitindo a paz que emana de seu coração!!!


Comemore a pessoa maravilhosa que você é!

Deixe a modéstia de lado e,

pelo menos no dia de hoje,

reconheça:

" Você é uma pessoa especial!!!"


Dê a si mesmo os parabéns

por tantas virtudes

que a fazem conquistar

todos os que estão ao redor.

Orgulhe-se,

sem receio,

por suas qualidades que são tantas.

Felicidades hoje e sempre ...


PARABÉNS PELO SEU ANIVERSÁRIO!!!

Que as paisagens mais serenas

estejam em seu olhar,

Mensagem de Cleudes para  a Vereadora..

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Do Vale do Jequitinhonha para o Mundo

Mineiro expõe seu trabalho sobre o Vale do Jequitinhonha na França


O Brasil tem várias facetas, e talvez a mais interessante delas seja a peculiaridade de seus regionalismos. Entretanto, não é nada fácil capturá-los, e – bem provavelmente – por isso mesmo, eles se tornam tão encantadores aos olhos de quem pode vivê-los, ou vivenciá-los.


Vilmar Oliveira, além de ter nascido no berço de uma das culturas brasileiras mais instigantes do mundo, a do Vale do Jequitinhonha, soube capturá-la como ninguém. E uma mostra de seu trabalho como fotógrafo poderá ser conferida na exposição “Jequitinhonha, portal dos meus sonhos”, que fica em cartaz no período de 9 a 17 de abril, na Maison du Patrimoine de Saint Julien les Villas; e de 20 a 30 de abril, no Hotel lê Magny, em Les Riceys.


A exposição que chega agora à França, já percorreu inúmeras cidades e instituições de Minas Gerais, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Destaque-se ter, ainda, tido convite aberto para ser instalada em diversas capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Natal. Os registros são de cidades como Araçuaí, Medina, Jequitinhonha, Capelinha, Jordânia, Pedra Azul e Virgem da Lapa, no Estado de Minas Gerais. Imagens de ricas manifestações culturais, modo de vida e artísticas, capazes de revelar um povo alegre, simples, sonhador e rico na valorização da sua cultura.


A exposição possui 25 fotografias, impressas em tecido, montadas em forma de standart (tamanhos variados), nas quais está registrada uma realidade sócio-cultural emaranhada por manifestações populares, circo, teatro, artesanatos, personagens e paisagens locais. Com o apoio do Fundo Nacional de Cultura, Vilmar Oliveira desvenda uma diferente estória a cada clique, conseguindo transformar aspectos culturais e políticos em imagens que emocionam.


Sobre o fotógrafo Vilmar Oliveira


Com trabalhos fotográficos focados em cultura popular, a poesia e o olhar social estão sempre presentes nos trabalhos desse artista. Por muitos anos de sua vida, ele se dedicou à vivência com índios, trabalhadores rurais, moradores de ruas e trabalhadores da reciclagem de Belo Horizonte. Vilmar Oliveira, nascido na cidade de Medina (MG), conhece bem os encantos e magias da região e seu povo.

Para ele, mostrar o Vale do Jequitinhonha é contar um pouco de si mesmo. Seus registros são, principalmente, de pessoas, festas e manifestações culturais da região – mostrando uma faceta alegre e cheia de vida do lugar que é classificado como um dos mais pobres do planeta. Seu trabalho reflete a intenção local para ser conhecida no Brasil e no mundo como uma rica região produtora de cultura.


Em 2007, Vilmar Oliveira lançou o belo catálogo-livro “Descendo o rio, os caminhos da cerâmica no Jequitinhonha”, premiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional Brasileiro com menção honrosa. Trabalho este que mostra o artesanato como um dos mais importantes símbolos de expressão artística da região. A publicação, em espanhol, inglês e português, traz belas imagens, mapas indicativos e contatos de pousadas e artesãos do Vale do Jequitinhonha.


Com ampla atuação na área cultural, com viés no teatro e na produção cultural, estudou História no Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH) e pós-graduou-se em Metodologia do Ensino Superior pelo Unicentro Newton Paiva.

Apesar de residir na capital mineira desde 1989, Oliveira se tornou uma das principais referências na arte de fotografar sua terra natal, sendo fotógrafo de várias atividades culturais da região, como o Festivale (Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha), Festeje (Festival de Teatro do Vale do Jequitinhonha), K-iau em Cena (Festival Nacional de Teatro da Cidade de Araçuaí), Programa Viva o Vale (da Avon Cosméticos) e diversos músicos e grupos de cultura local.


Este ano, fez fotografias para o Ministério da Cultura do Brasil no prêmio que leva o nome de uma das principais artesãs do local, Dona Izabel Mendes Cunha. Participou como fotógrafo exclusivo do catálogo “Com a cerâmica e a madeira do Vale do Jequitinhonha: vida e obra das artesãs Maria Lira Marques e Josefa Alves dos Reis”, da produtora Luz da Lua (Araçuaí/MG

Fonte: Descubra Minas
Lambido do  QUIPROCÓ DO ONÇA

terça-feira, 20 de abril de 2010

PARA REFLETIR: Políticos dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

..."Deus me fez um cara fraco, desdentado e feio, pele e osso simplesmente, quase sem recheio..."

Chico Buarque/Caetano Veloso

Mentira. Engana-se quem pensa que Deus faz as pessoas assim. Enganam-se as pessoas que pensam que Caetano quis dizer simplesmente isso. Se analisarmos toda a música, veremos que o autor quis dizer uma coisa totalmente diferente.

Enganam-se os políticos que usam deste artifício para desculparem sua corrupção e safadeza. Deus não faz ninguém assim, mas os políticos sim. Basta olharmos pro lado que veremos pessoas desdentadas e famintas, principalmente nos " Vales do Jequitinhonha e Mucuri".

Será que Deus escolheu estas regiões para fazer as pessoas famintas, ou os falsos políticos encontraram nestas regiões um local fácil para retirar a comida, educação e saúde das pessoas simples?

Onde andam os filhos dos políticos dos Vales, em qual colégio estudam?

Certamente estão morando em Belo Horizonte e frequentando os melhores colégios de lá.

Até quando nós, que vivemos aqui, que quando muito estudamos em colégios estaduais, que não temos direito à saúde e não temos como fugir da exploração, serviremos de base de sustentação a esses políticos corruptos?

Até quando aguentaremos sobreviver nessas condições? E a partir de quando é que tentaremos mudar este quadro?

Chega de sermos tratados a"pão e circo", isto é, uma cesta básica na época das eleições, e um churrasco acompanhado de comício e show.

Onde estão as riquezas dos Vales, se as pessoas aqui passam fome?

A quem atinge a honra de termos no nosso subsolo as mais preciosas riquezas minerais e sermos conhecidos mundialmente por isto?

Quem são os nossos líderes?

Quem nos representa no quadro político nacional?

Não podemos permitir que pessoas que não conhecem nossa realidade, falem dela. Se não aceitamos ser operados por uma pessoa que não seja um médico, não podemos aceitar que pessoas que não nos conheçam nos representem.

Não é preciso milagres para resolver os nossos problemas, mas sim, trabalho e honestidade.

Basta de sermos iludidos pelos falsos profetas,que criam igrejas, criam religiões e criam partidos políticos para iludirem as pessoas e se satisfazerem.

Façamos um esforço. Lembremo-nos do passado. Analisemos o presente, para que no futuro não voltemos a colocar no poder, políticos corruptos e incapazes de nos representar.

Memória para lembrarmos de quem nos fez mal.

Podemos cometer erros, mas não repeti-los.

Autor: José Jansen Santana. Cidadão do Vale do Jequitinhonha. Texto escrito em 1996 , em Araçuaí.

Texto lambido do Blog do Téo Garrocho

Bienal do Livro Minas 2010 - Todo mundo vai

Bienal do Livro Minas 2010 - Todo mundo vai